“É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.

Nosso medo mais profundo não é de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida,

Mas brincar de ser pequeno não serve ao mundo.”

Coach Carter

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

papel marginal





Escrevo em guardanapos como um retirante em seu diário.
Vou deixando as coisas para trás. Bem aos poucos me livrando do que pesa.
Desenho no papel apenas o que quero levar comigo.
Escrevo para viver, embora não viva disso. Escrevo para me anestesiar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

a pequena rosa



"E nenhuma pessoa grande jamais entenderá que isso possa ter tanta importância."

Hoje fazem 365 dias que eu não te vejo, não sinto seu cheiro, não toco sua pele.
Hoje comemoro a minha 365ª pequena morte diária.
Hoje eu ultrapassei 5 graus desse ciclo vicioso que é pensar em você.
Hoje marca um ano do que me parece ser eterno.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Guerra contra as drogas?





As pessoas não se viciam nas drogas, ou nos remédios, elas se viciam na fuga, na anestesia da vida.

Alguma coisa muito errada não está certa na nossa geração.
Na verdade, na vida inteira, mas está pior ainda.
As pessoas se tornaram ilhas, se tornaram solitárias junto a todas as outras.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Seu cheiro ficou em mim... forte, intenso, enxerido, levemente doce, meio alcóolico, estonteante e resistente.

Seu cheiro. Do qual não encontro a fonte, mas que está em todo lugar, penetrando insistentemente minhas narinas e inebriando meus sentidos.

Seu cheiro. Que me tirou o sono. Me adiou o banho. Preencheu o vazio do meu quarto. Da minha cama. Da minha noite. Do meu dia.

Seu cheiro. Que inunda meu olfato, que sorri à minha visão, que "tipo" minha audição.

Que cheiro.

domingo, 25 de setembro de 2016

sensações

Hoje acordei com a estranha sensação de que você iria me procurar.
Levantei com a sensação de que chegaria uma notificação sua a qualquer momento.
Continuando uma conversa antiga, me contando alguma novidade, qualquer coisa.
Eu tive certeza de que você iria me chamar, apostaria minhas fichas nisso.

sábado, 24 de setembro de 2016

vazio cotidiano



Todos os dias eu chego em casa e sinto falta de te falar como foi o meu dia.
Te falar os apertos pelos quais passei no meu serviço, as pessoas que atendi.
Todos os dias eu chego e fico pensando em quem compreenderia o que quero dizer.
Quem reagiria da maneira correta às minhas histórias, quem entenderia a sensação.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vício linguístico

Eu prometi que não falaria mais sobre você
Prometi que não deixaria outra pessoa ver o brilho dos meus olhos ao mencionar seu nome
Prometi que não te tornaria mais real do que é repetindo nossa história.
Eu prometi, e me traí mais uma vez.

sábado, 17 de setembro de 2016

Eu, Pagliacci.

"Ouvi uma piada uma vez: um homem vai ao médico. Diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Diz que se sente completamente sozinho em um mundo ameaçador onde o que está a frente é vago e incerto.
O médico diz: 'O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade esta noite. Vá e o assista. Isso deverá lhe animar.'
O homem então irrompe em lágrimas e diz 'Mas, doutor... eu sou Pagliacci.'"

Eu sou o tipo 2 do eneagrama. Alguém sabe o que isso significa?
Significa que eu sou o tipo orgulhoso, o tipo que odeia expor suas fraquezas.
Ao mesmo tempo eu quero estar sempre sendo útil às pessoas,
sempre suprindo as carências delas para mascarar as minhas próprias.

Eu odeio expor minhas fraquezas, mas ultimamente tenho feito isso muito.
Talvez porque eu tenha chegado em um ponto em que descobri que isso faz mal.
Talvez eu esteja implorando por ajuda de alguma maneira estranha.
Talvez eu esteja me permitindo mostrar isso para tentar descobrir minhas carências.

Nos últimos anos tentei suprir todas as minhas necessidades comprando.
Comprando coisas caras, comprando coisas chiques, torrando meu dinheiro.
Quando desejo algo, aquilo parece tão mágico, parece que vai resolver tudo,
mas pouco tempo depois de adquiri-las eu me canso e já quero outra mais cara.

Eu tenho procurado nas coisas uma felicidade constante que não existe.
Em motos, perfumes, roupas, esteroides, boates e suítes caras de motéis.
Elas me dão uma felicidade imediata e imensa, mas ao mesmo tempo vazia.
Ao mesmo tempo fugaz, uma felicidade baseada em suprir o que não é meu.

Minha vida está parada há alguns anos. Desde que me formei eu estagnei.
Meus amigos sempre distantes, as garotas sempre a uma distância emocional segura.
Não sei exatamente o que eu necessito para voltar a ter paz de espírito.
Não sei se desejo voltar a me sentir evoluindo ou se desejo novamente afeto.

Em algum ponto da minha vida eu vou ter que me dar por satisfeito e só viver.
Vou ter que parar e estar feliz apenas com aquilo ali, sem ambições maiores.
Estarei, se tudo der certo, com minha esposa, meus filhos, um cachorro.
Vou ter que parar de desejar mais e estar feliz apenas com eles. Será possível?

Será que a felicidade plena está nas pessoas que atualmente não tenho?
Nos amigos que vejo raramente e que um dia estarão mais próximos de novo,
na garota que, mesmo não sendo a mais bonita, será tudo o que eu preciso?
Será que minha fome estará finalmente saciada e estarei sempre sorrindo assim?

Sei que a vida não é só sorrisos, não é somente momentos bons,
mas também acho que viver em constante insatisfação não faz bem a ninguém.
Um emprego que é somente um emprego, não me faz bem.
Eu não queria estar onde estou agora, entende? Eu atropelei as etapas, queimei a largada.

De repente caí de paraquedas num mundo em que eu não pertenço ainda.
Sou um adolescente num mundo adulto e preto em branco,
com raros momentos de diversão, sempre regados a várias garrafas de cervejas importadas.
É realmente divertido ou apenas um pequeno momento de anestesia geral?

Eu voltaria no tempo para estar dentro de uma faculdade, sem meu emprego.
Trocaria minhas garrafas pelas sexta-feiras juntando moeda para comprar catuaba com a galera.
Trocaria meus potes de suplemento pela coxinha na hora do almoço, na correria do xerox.
Trocaria meu status de militar, meu passe livre nas melhores boates pelo cinema de terça.

Trocaria tudo isso se pudesse voltar no passado, mas não consigo abrir mão disso agora.
O tempo que eu deveria ter vivido isso se foi e eu não pertenço a nenhum desses mundos agora.
Não consigo voltar a ser adolescente deboísta, mas também não me sinto completo onde estou.
Dei um passo maior do que minhas pernas e caí no meio do caminho.

Eu queria poder culpar alguém, dizer que fui obrigado de forma bruta a tomar essas decisões.
Mas eu fui coagido de maneira sutil. Não disseram "faça isso", mas esperavam isso de mim.
E eu fui fraco, eu nem sabia o que queria, na verdade. Só agora eu sei o quanto errei.
"Para quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve." Tremenda mentira.

Minha vida inteira eu agi tentando agradar os outros, mas evitando parecer isso.
Agora eu nem sei o que fazer para agradar a mim mesmo, por isso me perco em contas.
Eu deveria ter sido mais rebelde, descoberto quem eu era antes de me perder totalmente.
Traçado meus próprios planos, criado a história que eu queria viver e segui-la.

Talvez por isso me tornei alguém tão desagradável com eles na maior parte do tempo.
Dedicado a chocar, a dizer o que não esperam ouvir, a fazer o que não querem que eu faça.
Acho que agora eu estou me impondo, tardiamente. Me afastando do ideal que pregavam.
Flertando com a loucura, brigando, xingando, ignorando, me tornei seco e amargo.

Isso é errado e injusto. Ninguém fez por mal. Muito pelo contrário, eu admito isso.

Atualmente eu tento correr atrás do tempo perdido, mas minha bateria está na reserva.
Eu posso até conseguir, mas sei que será diferente e tenho medo de não ser feliz.
E é difícil se focar em alcançar algo que talvez te deixará feliz quando já se está sem forças.
Creio que por isso a depressão seja tão perigosa. Você precisa agir para querer agir.

Vaga para estagiário: exigência de 6 meses de experiência.

Eu preciso de alguma centelha para alcançar o que me trará novamente a felicidade.
Alguma faísca qualquer para tentar me tornar novamente a explosão que sempre fui.

Setembro amarelo... Eu que sempre fui aquele a ajudar, peço agora por socorro.
Tentando reconstruir tudo o que eu mesmo destruí perseguindo a vontade alheia.
Tentando encontrar um amor qualquer em alguma coisa, em alguém, em mim mesmo.
Qualquer luz que me tire desse vazio emocional, desse escuro existencial.

Dizem que o amor é a resposta. Se for, eu só preciso saber qual a pergunta certa.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Continue a nadar...

Fazem alguns meses que não conversamos.
Longos meses. Tão longos quanto anos, décadas.
Eu sinto vontade de te chamar todos os dias, a todo momento.
Só você me entendia, me entendia sem que eu precisasse falar.

sábado, 10 de setembro de 2016

a pedra filosofal

"Você vai permanecer viva em meus textos, por meio das palavras que dançam no papel, construindo a imagem da metáfora do que um dia foi você." Rebeca Vilaça

Você se tornou imortal.

Imortal nos traços que fiz no papel.
Imortal nas linhas que te escrevi.
Imortal no espaço ideal que nunca deixará de existir.
Imortal nos meus pensamentos que ecoarão para sempre no universo.
Imortal.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ciclo da água

lá fora está uma noite tranquila, quente, escura e normal como todas as outras,
mas aqui dentro tem chovido bastante.
chovido a muito tempo e transbordado por todas as partes.
caído uma tempestade que negligencio a meses, talvez anos,
e agora estou em estado de emergência.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Have you no idea that you're in deep?

Tenho me dedicado a te esquecer, mas isso está tornando minha vida um inferno.
Não me basta apenas não pensar em você e não procurar saber como você está.
A falta de pensar em você está transformando minha vida em um segundo inferno.
Está me puxando novamente para o vazio, sem qualquer perspectiva ou vontade.

domingo, 21 de agosto de 2016

3 a.m.

Todas as noites eu ainda abro sua conversa às 3 da manhã e espero até 3:05 para ver se seu status vai mudar para online. Parece bobo, mas nesse momento eu sinto como se fôssemos só nós dois no mundo. Como se você tivesse entrado só para me mandar uma mensagem secreta, me lembrando que você está aí do outro lado, me dizendo o porquê de continuar respirando.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Quantas vezes você deve ter que repetir uma frase até que ela não te afete mais?

minha quimera

"Você ainda me ama?" Ela me pergunta no intervalo das aulas, mas não quer ouvir a resposta.
"Você nunca saberá." Respondo me contendo para não expressar nos olhos o quanto sempre a amei.
"Por favor, me deixe saber." Um sorriso tímido estampa seu rosto, disfarçando o medo da resposta e o constrangimento da situação.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

rascunhos da madrugada

É tudo tão pesado às vezes, sabe?
Tão difícil de lidar.

Não sei se a vida deveria ser assim.
A gente só vai seguindo, tem momentos felizes, mas talvez a felicidade plena não exista quando se está sozinho.
Tudo é feito para ser dividido, compartilhado com qualquer pessoa que seja.
Alguém para vibrar e chorar com você.
Alguém para somente ouvir calada o que você tem a dizer.
Alguém para te dar um conselho que ela mesma não consegue seguir.

terça-feira, 5 de julho de 2016

ensaios de um medo


Hoje finalmente choveu. Já era de se esperar, o tempo está fechado há dias, mas somente hoje os ventos trouxeram a tão esperada chuva.
A tempestade me deixou preso na faculdade, já que eu era o único motociclista da turma. Mal havia começado o curso e eu já sentia todo o peso do mundo sobre minhas costas. Sempre sumia da visão de todos durante os intervalos - tanto para descansar quanto para evitar situações.
Estava sempre evitando alguns olhares e situações constrangedoras: minha ex-namorada estava na minha sala, juntamente com aquela garota.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

abstinência

alguns escrevem para viver, outros escrevem para não morrer, sabe?
afasta a loucura, te ajuda a explodir um pouquinho de cada vez, sem se queimar e sem desaparecer

eu? eu não sei exatamente porque eu escrevo
talvez para não ficar louco mesmo
talvez para compensar minha inabilidade para outras coisas na vida

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Nota mental:

Eu ainda me lembro do sorriso dela...
Faz alguns anos, mas eu me lembro bem.
Me lembro da boca dela, daqueles lábios que carregavam alguns dos melhores beijos que já provei.
Me lembro daquela cintura onde meus braços se aninhavam enquanto estávamos em pé no ônibus.
Me lembro do olhar dela sempre tentando me decifrar.

Me lembro de como gostava de brincar com ela, de fazer raiva.
"Bibi", eu dizia com frequência só para vê-la corada, odiando e amando o apelido e a forma terna com que eu o pronunciava.
Me lembro de quando ela realmente apelava com algo e mudava o tom da voz, e então eu a beijava somente para disfarçar meu desconcerto e fingir ter controle da situação.
Me lembro de como ela sentia prazer em estar comigo e como eu sentia prazer em estar com ela.

Me lembro de tê-la entregue em meus braços trêmulos.
Me lembro de fingir saber o que estava fazendo quando, na verdade, eu estava apavorado.
Me lembro de não ter dito a ela o quanto aquilo representou para mim, o quanto foi especial.

Mas me lembro principalmente de não ter agido da maneira certa.
Me lembro de ter me escondido atrás da indiferença para parecer forte.
Me lembro de não ter me permitido me entregar a ela como gostaria.
Me lembro de ter tido medo de me apaixonar, de ter fugido dela, de ter fugido de nós.

É interessante pensar que eu superei quase tudo na vida, exceto ela.
Você foge do sentimento, mas ele te pega do mesmo jeito, porém tardio, porém mascarado, porém já nasce póstumo.
Na vida tudo tem uma lição, e com ela eu aprendi que quando você não vive tudo o que tem para viver, o remorso te pega desprevenido.

Alguns anos se passaram, algumas garotas se passaram, mas constantemente volto a pensar nela.
A garota das anotações mentais.
A garota do lacinho vermelho.
A garota que meu pai chamava insistentemente de "Branquinha" sem que ela nunca soubesse disso.
A garota que tive nas mãos e deixei escorrer por entre os dedos.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

eu,

quero me encontrar, mas não sei onde estou...

aquela insatisfação total, com tudo, com todos...
não era assim que eu me imaginava aos 23 anos, sabe?

fumaça de cigarro, dor física e mental
eu me imaginava num lugar diferente, fazendo coisas diferentes

talvez meus pais estejam certo, talvez eu seja arrogante
talvez eu seja prepotente, não quero uma vida normal,
talvez eu me ache demais para viver essas coisas de todo mundo
com as garotas normais que todo mundo pode alcançar
com um salário normal que compra as coisas que me permitem viver

talvez eu me ache demais. expectativas demais, sonhos demais

talvez eu me sinta mal por perder algumas coisas por achar que as merecia mais do que outras pessoas
talvez eu me ache melhor que a maioria, melhor que meu irmão e alguns amigos.

mas é estranho porque no fundo, talvez nem tão fundo assim, eu me sinto um lixo
eu sou uma casca de arrogância escondendo um garoto assustado
talvez o garoto assustado que eu nunca deixei de ser no ensino fundamental

a gente cria uma identidade e finge que ela é real, mas não muda quem é por dentro

cria uma imagem de macho alfa a seguir, dogmas e costumes, frases e modus operandi
mas não dá pra fugir de quem você é de verdade.

você consegue entender isso?
sempre buscando a aceitação dos outros, os olhares de aprovação, a admiração
por falta de admiração própria, amor próprio, por falta de saber se apreciar.

talvez por isso a solidão me doa tanto
solidão, solidão, solidão.

embora eu tente apagar os traços de sentimento que tenho,
embora eu tente parecer desapegado e forte, indestrutível e inequivocado
eu estou sempre apegado, fraco, destruído por dentro e cometendo erros

mas não sei encontrar esses erros.
talvez minha prepotência me impeça.

mas como posso ser dois opostos dentro de um só corpo?
como posso me sentir superior aos outros e ao mesmo tempo tão bosta em comparação?

não sei, não sei, não sei.

eu me engano ao enganar os outros, talvez acredite nas fábulas que eu mesmo conto
afirmo ser bom para que acreditem nisso e me ajudem a acreditar também

mas hoje?
hoje eu estou sozinho, hoje não consigo fazer com que me ajudem a mentir pra mim
eu sou só o restinho do que sobrou, sabe? a farsa desmascarada por mim mesmo.

tudo vai passar, tudo sempre passa, e eu passei, e não sei nem o que eu sou
não sei nem o que eu quero, ou porque eu quero.

quero por mim? quero para que me admirem? quero por amor?

me acostumei a ser admirado por alguns pontos e não sei mais como me desligar disso.

meu ego é meu demônio, ele me bate todas às vezes que olho as coisas e fracasso.
eu queria ser perfeito. eu queria ser um James Bond, um natural, uma máquina
eu queria ser o que prego, a pessoa que todos invejariam e desejariam estar perto
mas não sou nem sombra disso.

em algum ponto da trajetória eu me perdi totalmente de tudo
me perdi de mim, dos meus desejos e sonhos, das pessoas que eu amava
agora sobra essa falsa arrogância que distancia os outros e que não é suficiente para me fazer bem

"não seja grande demais, você ainda vai se perder.
não dê razão para a fé, não deixe ele crescer mais do que você.
não seja forte demais, todos eles vão saber
e vão correr para te derrubar, pra te ver e encarar seu lugar."

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Tapete

Você sabe como é. A gente vai levando a vida como se estivesse tudo bem.
Vai jogando os lixos para baixo do tapete sonhando com o dia em que irá se esquecer que ele está lá.
Sempre nos disseram que o tempo é o melhor remédio. Te faz amar, te faz esquecer, te faz mudar.
E a gente vai vivendo. Mas...
Mas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

desancorando emoções

Sabe aquele final que você nunca espera? Aquele último adeus?
Aquele "eu te amo" em vão?
Eu queria apenas que não fosse tarde demais para dizê-las, e nem tão cedo.
Queria apenas que fosse "just in time" para tê-la aqui.