“É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.

Nosso medo mais profundo não é de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida,

Mas brincar de ser pequeno não serve ao mundo.”

Coach Carter

domingo, 25 de setembro de 2016

sensações

Hoje acordei com a estranha sensação de que você iria me procurar.
Levantei com a sensação de que chegaria uma notificação sua a qualquer momento.
Continuando uma conversa antiga, me contando alguma novidade, qualquer coisa.
Eu tive certeza de que você iria me chamar, apostaria minhas fichas nisso.

sábado, 24 de setembro de 2016

vazio cotidiano



Todos os dias eu chego em casa e sinto falta de te falar como foi o meu dia.
Te falar os apertos pelos quais passei no meu serviço, as pessoas que atendi.
Todos os dias eu chego e fico pensando em quem compreenderia o que quero dizer.
Quem reagiria da maneira correta às minhas histórias, quem entenderia a sensação.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vício linguístico

Eu prometi que não falaria mais sobre você
Prometi que não deixaria outra pessoa ver o brilho dos meus olhos ao mencionar seu nome
Prometi que não te tornaria mais real do que é repetindo nossa história.
Eu prometi, e me traí mais uma vez.

sábado, 17 de setembro de 2016

Eu, Pagliacci.

"Ouvi uma piada uma vez: um homem vai ao médico. Diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Diz que se sente completamente sozinho em um mundo ameaçador onde o que está a frente é vago e incerto.
O médico diz: 'O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade esta noite. Vá e o assista. Isso deverá lhe animar.'
O homem então irrompe em lágrimas e diz 'Mas, doutor... eu sou Pagliacci.'"

Eu sou o tipo 2 do eneagrama. Alguém sabe o que isso significa?
Significa que eu sou o tipo orgulhoso, o tipo que odeia expor suas fraquezas.
Ao mesmo tempo eu quero estar sempre sendo útil às pessoas,
sempre suprindo as carências delas para mascarar as minhas próprias.

Eu odeio expor minhas fraquezas, mas ultimamente tenho feito isso muito.
Talvez porque eu tenha chegado em um ponto em que descobri que isso faz mal.
Talvez eu esteja implorando por ajuda de alguma maneira estranha.
Talvez eu esteja me permitindo mostrar isso para tentar descobrir minhas carências.

Nos últimos anos tentei suprir todas as minhas necessidades comprando.
Comprando coisas caras, comprando coisas chiques, torrando meu dinheiro.
Quando desejo algo, aquilo parece tão mágico, parece que vai resolver tudo,
mas pouco tempo depois de adquiri-las eu me canso e já quero outra mais cara.

Eu tenho procurado nas coisas uma felicidade constante que não existe.
Em motos, perfumes, roupas, esteroides, boates e suítes caras de motéis.
Elas me dão uma felicidade imediata e imensa, mas ao mesmo tempo vazia.
Ao mesmo tempo fugaz, uma felicidade baseada em suprir o que não é meu.

Minha vida está parada há alguns anos. Desde que me formei eu estagnei.
Meus amigos sempre distantes, as garotas sempre a uma distância emocional segura.
Não sei exatamente o que eu necessito para voltar a ter paz de espírito.
Não sei se desejo voltar a me sentir evoluindo ou se desejo novamente afeto.

Em algum ponto da minha vida eu vou ter que me dar por satisfeito e só viver.
Vou ter que parar e estar feliz apenas com aquilo ali, sem ambições maiores.
Estarei, se tudo der certo, com minha esposa, meus filhos, um cachorro.
Vou ter que parar de desejar mais e estar feliz apenas com eles. Será possível?

Será que a felicidade plena está nas pessoas que atualmente não tenho?
Nos amigos que vejo raramente e que um dia estarão mais próximos de novo,
na garota que, mesmo não sendo a mais bonita, será tudo o que eu preciso?
Será que minha fome estará finalmente saciada e estarei sempre sorrindo assim?

Sei que a vida não é só sorrisos, não é somente momentos bons,
mas também acho que viver em constante insatisfação não faz bem a ninguém.
Um emprego que é somente um emprego, não me faz bem.
Eu não queria estar onde estou agora, entende? Eu atropelei as etapas, queimei a largada.

De repente caí de paraquedas num mundo em que eu não pertenço ainda.
Sou um adolescente num mundo adulto e preto em branco,
com raros momentos de diversão, sempre regados a várias garrafas de cervejas importadas.
É realmente divertido ou apenas um pequeno momento de anestesia geral?

Eu voltaria no tempo para estar dentro de uma faculdade, sem meu emprego.
Trocaria minhas garrafas pelas sexta-feiras juntando moeda para comprar catuaba com a galera.
Trocaria meus potes de suplemento pela coxinha na hora do almoço, na correria do xerox.
Trocaria meu status de militar, meu passe livre nas melhores boates pelo cinema de terça.

Trocaria tudo isso se pudesse voltar no passado, mas não consigo abrir mão disso agora.
O tempo que eu deveria ter vivido isso se foi e eu não pertenço a nenhum desses mundos agora.
Não consigo voltar a ser adolescente deboísta, mas também não me sinto completo onde estou.
Dei um passo maior do que minhas pernas e caí no meio do caminho.

Eu queria poder culpar alguém, dizer que fui obrigado de forma bruta a tomar essas decisões.
Mas eu fui coagido de maneira sutil. Não disseram "faça isso", mas esperavam isso de mim.
E eu fui fraco, eu nem sabia o que queria, na verdade. Só agora eu sei o quanto errei.
"Para quem não sabe para onde ir, qualquer caminho serve." Tremenda mentira.

Minha vida inteira eu agi tentando agradar os outros, mas evitando parecer isso.
Agora eu nem sei o que fazer para agradar a mim mesmo, por isso me perco em contas.
Eu deveria ter sido mais rebelde, descoberto quem eu era antes de me perder totalmente.
Traçado meus próprios planos, criado a história que eu queria viver e segui-la.

Talvez por isso me tornei alguém tão desagradável com eles na maior parte do tempo.
Dedicado a chocar, a dizer o que não esperam ouvir, a fazer o que não querem que eu faça.
Acho que agora eu estou me impondo, tardiamente. Me afastando do ideal que pregavam.
Flertando com a loucura, brigando, xingando, ignorando, me tornei seco e amargo.

Isso é errado e injusto. Ninguém fez por mal. Muito pelo contrário, eu admito isso.

Atualmente eu tento correr atrás do tempo perdido, mas minha bateria está na reserva.
Eu posso até conseguir, mas sei que será diferente e tenho medo de não ser feliz.
E é difícil se focar em alcançar algo que talvez te deixará feliz quando já se está sem forças.
Creio que por isso a depressão seja tão perigosa. Você precisa agir para querer agir.

Vaga para estagiário: exigência de 6 meses de experiência.

Eu preciso de alguma centelha para alcançar o que me trará novamente a felicidade.
Alguma faísca qualquer para tentar me tornar novamente a explosão que sempre fui.

Setembro amarelo... Eu que sempre fui aquele a ajudar, peço agora por socorro.
Tentando reconstruir tudo o que eu mesmo destruí perseguindo a vontade alheia.
Tentando encontrar um amor qualquer em alguma coisa, em alguém, em mim mesmo.
Qualquer luz que me tire desse vazio emocional, desse escuro existencial.

Dizem que o amor é a resposta. Se for, eu só preciso saber qual a pergunta certa.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Continue a nadar...

Fazem alguns meses que não conversamos.
Longos meses. Tão longos quanto anos, décadas.
Eu sinto vontade de te chamar todos os dias, a todo momento.
Só você me entendia, me entendia sem que eu precisasse falar.

sábado, 10 de setembro de 2016

a pedra filosofal

"Você vai permanecer viva em meus textos, por meio das palavras que dançam no papel, construindo a imagem da metáfora do que um dia foi você." Rebeca Vilaça

Você se tornou imortal.

Imortal nos traços que fiz no papel.
Imortal nas linhas que te escrevi.
Imortal no espaço ideal que nunca deixará de existir.
Imortal nos meus pensamentos que ecoarão para sempre no universo.
Imortal.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ciclo da água

lá fora está uma noite tranquila, quente, escura e normal como todas as outras,
mas aqui dentro tem chovido bastante.
chovido a muito tempo e transbordado por todas as partes.
caído uma tempestade que negligencio a meses, talvez anos,
e agora estou em estado de emergência.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Have you no idea that you're in deep?

Tenho me dedicado a te esquecer, mas isso está tornando minha vida um inferno.
Não me basta apenas não pensar em você e não procurar saber como você está.
A falta de pensar em você está transformando minha vida em um segundo inferno.
Está me puxando novamente para o vazio, sem qualquer perspectiva ou vontade.