“É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.

Nosso medo mais profundo não é de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida,

Mas brincar de ser pequeno não serve ao mundo.”

Coach Carter

sexta-feira, 28 de abril de 2017

seu casamento

Parece que essa é a nossa despedida oficial.
Hoje passei nos nossos lugares para pensar em você.
Hoje me dediquei a sentir sua falta com toda a intensidade que existe.
Me dediquei a me lembrar de todos os seus detalhes.
Todas as suas manias, todos os seus vícios de fala (que você talvez já tenha perdido), todas as suas expressões (que agora devem ter amadurecido), todos os seus olhares, os seus sorrisos. Me lembrar de todos os detalhes do seu rosto, suas pintas e manchas, suas pernas arrepiadas, seu pezinho de bisnaga, suas unhas pintadas de preto, suas mãos pequenas envolvendo as minhas, suas cicatrizes e suas tatuagens.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

as flores.

As flores um dia morrem.
As flores reais morrem.
Elas iniciam sua morte no momento em que são cortadas para produzir um buquê.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

forte.

Eu não sou o tipo de pessoa que supera as coisas, nem que lida com os problemas. Eu só tento enterrar e não olhar pra ele, mas enterro em covas rasas que se revelam quando chove.

Basta uma pequena garoa para que tudo volte, sabe? Os abandonos, as perdas, os arrependimentos... com o tempo só vou acumulando mais e mais coisas, nunca resolvo de fato o que preciso.

sábado, 1 de abril de 2017

último adeus.

Todos os dias eu digo "este é o último texto que escrevo"
Todos os dias são os últimos em que eu pensarei em você
Todos os dias escrevo mil rascunhos que se acumulam na minha tela
Todos os dias eu acordo e me lembro de um detalhe novo de nós dois.

Depois de tanto tempo eu finalmente cheguei a conclusão de que poderia te esquecer.
Foi assim com todas as que vieram antes de você.
Eu sempre sabia que iria passar, e todas passaram, mas você ficou.
Mas ficou pela minha estupidez em te manter aqui.

Porque mantenho então? Qual é o meu problema?
A verdade é que, de alguma maneira, somente isso me mantém de pé.
Nos raros momentos em que consigo estudar, é só isso que motiva.
Nos intervalos em que penso em desistir de tudo, me lembro do seu sorriso.
Lembro da sua expressão de admiração, penso no quanto ficaria orgulhosa.

Depois de tudo isso eu percebi que a única coisa real da minha vida era você.
Se tudo desmoronasse e você estivesse aqui, tudo estaria bem.
Tudo está ótimo neste momento, mas você está longe, então tudo está uma merda.

Eu tenho medo de que ao te tirar daqui, o vazio assuma todo o lugar.
Tenho medo de que eu não suporte viver mais sem essa esperança.

O medo é uma merda, mas é real, tão real quanto o ar que respiro, mesmo sem ver.