“É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.

Nosso medo mais profundo não é de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida,

Mas brincar de ser pequeno não serve ao mundo.”

Coach Carter

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Guerra contra as drogas?





As pessoas não se viciam nas drogas, ou nos remédios, elas se viciam na fuga, na anestesia da vida.

Alguma coisa muito errada não está certa na nossa geração.
Na verdade, na vida inteira, mas está pior ainda.
As pessoas se tornaram ilhas, se tornaram solitárias junto a todas as outras.

Não defendo drogas, nem abusos de remédios, mas atacar consequências sem procurar a causa é burrice.
Seja o álcool, seja os antidepressivos, sejam os ilícitos naturais ou sintéticos.

Isso nunca vai acabar. Nunca vai parar, pelo simples motivo de que as pessoas querem se drogar.
Não existe guerra contra as drogas, existe guerra contra as pessoas.
A vida se tornou um fardo pesado demais para se carregar sóbrio, se tornou algo ruim o suficiente para que não queiramos percebê-la de forma plena.
Toda ela se transformou num bolo recheado de vazios, lacunas a serem completadas com alguma coisa que, se algum dia soubemos o que era, se perdeu no tempo.
E na falta dessa coisa, as pessoas vão tentando fugir.
O que varia de pessoa para pessoa é o traficante que ela escolhe.

Alguns se embriagam de amor, outros de whisky.
Alguns se drogam com o prazer sexual, outros com heroína.
Alguns deliram com a religião, outros com salvia.
Alguns relaxam com a meditação, outros com maconha.

O ser humano, como único ser mortal, ainda não aprendeu a usar a vida.
E na falta de usar a vida, usa todo o resto que encontra pela vida.

A vida se tornou apenas o resto.

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