“É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.

Nosso medo mais profundo não é de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida,

Mas brincar de ser pequeno não serve ao mundo.”

Coach Carter

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Benção natalina

Quanta falta eu sinto de um trago.
Pelo menos tenho meu vinho, quente, para aquecer meu peito, gelado.

Quem eu me tornei afinal?
Um dia você se cansa de apanhar da vida e se torna um dos que batem.
Diz verdades que todos tentam fugir, paga fortunas para entrar numa briga.

No final acaba tudo sendo vazio, assim como você mesmo, digo, eu mesmo.

Daqui a pouco é Natal, e eu odeio o Natal.
Odeio ele a alguns anos, desde que a família já não era mais a mesma.
Cada um para um lado, brigas, verdades mal ditas no dia 24...
As pessoas se tornaram amargas com o tempo, e eu também.

No final me tornei o que mais odiava em qualquer pessoa.
E esse ódio me torna ainda pior. Parece um ciclo vicioso, um eterno retorno.

Eu acordei hoje tão bem, tão motivado. Eu queria resolver tudo.
Fiz minha ultima aula na moto-escola, comprei meus equipamentos,
fiz minha aula de boxe. Eu queria resolver tudo, eu juro que queria.
Mas esse isso aqui me dói. Eu já não sei conversar, eu explodi e desejei não me juntar.
Quis estar fragmentado para sempre, mas eu sempre me junto, e sofro por isso.

Um dia eu fui uma pessoa que não fazia nada, um fraco, uma lesma.
"Ninguém quer um peso morto ao lado dela" ouvi em 2007.
Hoje eu não levo desaforo para casa, não aceito ouvir merda.

Certo ou errado, cada um se defende com o que tem.

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