“É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.

Nosso medo mais profundo não é de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida,

Mas brincar de ser pequeno não serve ao mundo.”

Coach Carter

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

3 ou 4 fracassos

Mais uma noite fracassada em escrever algo bom.
Talvez meu "dom" não seja meu, mas das pessoas ao meu redor.
Talvez eu nada mais seja do que um tradutor do que eles me passam.

Nunca fui muito bom em sentir mesmo, fantasio mais do que sinto.
Mas fantasiar sozinho não é fácil, quem dirá, então, sentir.

Escrever é algo que vem, geralmente, explodindo.
Eu me sento e as palavras vão pulando pra fora sem controle.
Faço pequenas edições, troco algumas palavras repetidas por sinônimos
E tchan, está lá um novo texto.

Mas não tem sido fácil ultimamente.
Imagino a agonia de quem vive disso. A pressão da obrigação.
A necessidade de comer baseada em algo que vem e vai, como a maré.

Gosto de escrever para alguém, geralmente sobre algo que nos envolve.
Pode ser um fato, um sentimento, algo motivador, talvez só um "você é especial".
Mas escrever por escrever? Senhor, isso é pesado e sem sentido literal.
Nada mais é do que tentar desabafar sem ter quem ouvir, nem o que contar.

Eu poderia falar sobre coisas antigas, coisas que gostava, coisas que odiava.
Falar sobre pessoas, sobre momentos, sobre... Não importa muito.
Mas poderia escrever sobre o futuro. Um longo texto em branco, com um ponto final.

Eu poderia fazer um poema sujo, pornográfico, dizendo o quanto amo seus peitos.
Descrever os gostos que sinto ao lamber todo o seu corpo, falar das suas curvas.
Eu poderia fazer um poema belo, amável, dizendo o quanto amo o seu cabelo.
Descrever o gosto do seu beijo, o toque da sua pele, o brilho do seu olhar.

Mas eu prefiro me abster de cutucar alguns pontos.
Estou me decidindo sobre deixar coisas para trás, para sempre dessa vez.
Talvez eu escreva sobre isso algum dia, mas não hoje, não assim.

Não quero correr o risco de voltar atrás nas minhas decisões e me manter aqui.
Eu estou farto e caminhando no deserto. E quando você surge, parecendo perpétua, some.
Eu tenho algumas coisas para fazer amanhã, e você não faz mais parte dos planos.
Não fez porque não queria. Mas agora não possui mais a faculdade da escolha, o querer.

Assim como meus problemas são idiotas e fúteis, todos também são e vão passar.
E por isso quero estar aqui, sozinho, sem ter o que escrever, seguindo em frente.

Fechando o boteco.

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