“É a nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.

Nosso medo mais profundo não é de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida,

Mas brincar de ser pequeno não serve ao mundo.”

Coach Carter

terça-feira, 27 de outubro de 2015

meu desarrumado.

eu preciso escrever, mas é tanta coisa junta que não dá pra começar sem antes organizar.
medo, raiva, saudade, amor, indiferença, angústia...
as vezes eu esqueço que sou humano e não tiro a minha armadura
no afã de proteger e cuidar tanto dos outros, negligencio meu próprio estado
ao mesmo tempo que protejo e cuido, machuco e me afasto.

nada mais tem feito muito sentido. acho que tem um nó aqui dentro que precisa ser desfeito.
um nó esquisito ligando milhares de coisas estranhas umas as outras
e isso me gera dor, me tira a vontade de viver

esse nó embrulha meu estômago e bagunça meu intestino
desregula meu peito e comprime meus pulmões
irrita meus olhos, que logo choram, irrita minha garganta, que logo grita.

é muita coisa sem resolver
coisas que nunca deveriam ter existido. karma do feito errado.
coisas que eu deveria ter pensado antes. ações passionais ao som da chuva.
coisas que eu nunca devia ter feito. feito o que queriam que eu fizesse.

eu preciso me organizar e querer seguir em frente, mas está cada vez mais difícil.
as cordas do violão melancólico me abraçam e confortam, trazem a dor a tona.
senti-la me lembra que estou vivo, embora as vezes não considere uma dádiva.

tudo um dia vai acabar.
eu, você, o nó, o nós, a luta, o sonho. um dia nada disso terá mais sentido.
eu lerei o que estou escrevendo agora e pensarei "quanto bobagem" e deletarei
mas até lá, a dor é tão real quanto possa ser e o ar tão rarefeito quanto consiga.
e a bagunça, precisa ser arrumada, queria que fosse por você, mas essa, deixa comigo.

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